A Polícia Federal estabeleceu uma estrutura de segurança para os candidatos à Presidência, contando com uma central de inteligência 24 horas, armas antidrone e um contingente de cerca de 600 policiais. O plano, orçado em R$ 95 milhões, visa monitorar ameaças e proteger os postulantes em todo o território nacional.
As delegacias e superintendências estaduais atuarão na identificação de riscos à integridade dos candidatos e familiares. Em Brasília, equipes de plantão compartilharão dados com os agentes estaduais para decidir sobre reforço de efetivo ou ajustes. O aparato de proteção inclui veículos blindados, sistemas de reconhecimento facial e kits para vistorias antibomba. Os agentes receberam treinamento específico em direção defensiva, primeiros-socorros e operação de drones.
A operação já está em implementação, como no caso da segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que continuará sob o comando da delegada responsável. Contudo, um postulante do PL recusou o planejamento, optando pela segurança da Polícia Legislativa. Integrantes da PF afirmam que a decisão tem caráter político, e que a estrutura da corporação é uma das mais especializadas do país para tal operação.
O coordenador-geral de Proteção Preventiva da Polícia Federal, delegado Éder Rosa de Magalhães, declarou que a adesão ao esquema é facultativa. Candidaturas que optarem por não utilizar o serviço podem solicitá-lo posteriormente, enquanto outros pré-candidatos, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, já utilizaram o esquema especial oferecido pela PF.


