O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formou uma coligação com outras legendas para a eleição presidencial de 2026, garantindo maior tempo de propaganda eleitoral. Enquanto Lula reúne diversas forças, os demais 12 candidatos concorrerão em chapas formadas exclusivamente por seus próprios partidos.
A coligação de Lula inclui a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, além de PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede. Com essa composição, as estimativas apontam que o presidente terá cerca de 5 minutos e 30 segundos de propaganda no rádio e na televisão. Em contraste, o senador Flávio Bolsonaro (PL) não conseguiu atrair partidos do Centrão e anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice, o que lhe garante cerca de 4 minutos e 20 segundos.
São 13 nomes na disputa, incluindo Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). A presença de apenas uma candidatura presidencial formada por aliança é um cenário inédito desde a redemocratização. Os partidos que optaram por não apoiar formalmente nenhum candidato, como União Brasil, PP e Republicanos, mantiveram neutralidade.
A estratégia de alianças também influencia a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral. O PL, por exemplo, tem direito a mais de R$ 881 milhões, enquanto o PT deve receber cerca de R$ 615 milhões. Ronaldo Caiado deve ter aproximadamente dois minutos de propaganda, e Augusto Cury, cerca de 36 segundos.

