A seleção italiana está ausente em três Copas do Mundo consecutivas, reflexo de um declínio estrutural no futebol do país. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) aponta que a ausência no Mundial de 2026 gera perda de até € 30 milhões (R$ 175 milhões) em patrocínios e premiações.
A deterioração financeira também é visível nos clubes. Na temporada 2024/25, 65% dos 20 times da Serie A registraram prejuízo, somando um déficit líquido agregado de € 349 milhões (R$ 2,1 bilhões). Desde 2016/17, as perdas acumuladas dos clubes da primeira divisão italiana atingiram cerca de € 3,9 bilhões (R$ 23,6 bilhões).
A infraestrutura dos estádios italianos é um entrave à recuperação. Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, classificou as arenas italianas como “uma vergonha” em maio de 2025. Os clubes arrecadam cerca de 40% menos em dias de jogos que os da Premier League, dificultando a redução da distância econômica com outras ligas.
A perda de competitividade também se reflete na composição das equipes. Atletas estrangeiros disputaram 67,9% dos minutos na Serie A, o sexto maior índice entre as principais ligas europeias. Além disso, a fragilidade financeira levou a falências de clubes tradicionais desde a década de 1990.


