Uma auditoria recente revelou falhas graves na gestão de gastos da agência de eficiência governamental de Elon Musk. A agência, que visava cortar US$ 2 trilhões em desperdício, alegou economias de US$ 215 bilhões, mas o relatório apontou que mais da metade desses valores não puderam ser verificados.
A agência, criada com o objetivo de reduzir o desperdício e a fraude no setor público, não alcançou as metas financeiras estabelecidas. O Government Accountability Office (GAO) analisou US$ 110 bilhões que a agência declarou ter economizado entre janeiro e julho de 2025, encontrando indícios de falhas administrativas.
O relatório do GAO indicou que, dos 13.476 contratos que a agência afirmou ter encerrado, quase dois mil não foram efetivamente terminados. Desse montante, cerca de US$ 27,4 bilhões das supostas economias vieram desses contratos mal gerenciados. Além disso, o documento apontou que mais da metade dos US$ 61 bilhões alegados em economia com contratos não pôde ser comprovada.
A auditoria também verificou inconsistências nos registros, como o uso de limites máximos de gastos em vez dos valores efetivamente consumidos. Um especialista em compras governamentais comentou que a prática se assemelha a usar um limite de crédito e alegar ter economizado o valor total, mesmo após o cancelamento.

