A Paramount firmou contratos com grandes redes de cinema, prometendo lançar 30 filmes por ano nas salas caso finalize a aquisição da Warner Bros. Os acordos, que exigem janelas de exibição exclusivas, podem auxiliar a encerrar o processo antitruste movido por 12 estados americanos contra a fusão, avaliada em US$ 110 bilhões.
Os contratos de três anos foram oferecidos à AMC Entertainment e à Regal Cinemas, do grupo Cineworld. Segundo fontes que pediram anonimato, os filmes devem ser exibidos exclusivamente nos cinemas por, no mínimo, 45 dias, e não poderão ser disponibilizados em streaming por 90 dias. Tais compromissos escritos garantem que a diretoria da Paramount não alterará as condições, sob pena de penalidades.
A operação enfrenta resistência de 12 estados americanos, que argumentam que o controle excessivo da fusão prejudicará o setor cinematográfico e causará perda de empregos. O julgamento está agendado para março, momento em que a Paramount poderá ser multada em mais de US$ 1 bilhão por atrasos na conclusão do negócio.
Apesar do ceticismo de sindicatos e profissionais do setor, o CEO da Paramount, David Ellison, afirmou que o objetivo é aumentar a produção. A empresa busca apoio das redes de cinema para viabilizar a compra, que exige empréstimos de quase US$ 50 bilhões.


