O grupo Apex Partners obteve uma tutela cautelar na Comarca de Vitória, no Espírito Santo, que suspende por 60 dias a execução de dívidas e garantias contra a empresa. A decisão judicial impede a retenção de caixa do grupo enquanto se realiza diligência contábil financeira, visando proteger o patrimônio.
A Apex Partners, que atua em gestão de ativos, investment banking e private equity, possui uma dívida bruta de R$ 986 milhões, conforme consta na decisão judicial. A tutela cautelar, um pedido de proteção temporária, também estabeleceu prazos adicionais: 30 dias para a apresentação de um pedido formal de recuperação judicial e 20 dias para a entrega de um laudo sobre as condições operacionais do grupo.
Em comunicado, a Apex negou que a medida configurasse recuperação judicial, afirmando que se tratava de uma tutela para proteger as atividades até a conclusão da auditoria externa. A companhia declarou que a decisão não alcança os patrimônios segregados dos fundos de investimento, preservando recursos de terceiros. A empresa também classificou os valores em questão como obrigações de longo prazo.
A pressão sobre a empresa aumentou com o não pagamento de uma parcela de R$ 7,9 milhões ao grupo Gazin em julho, além de um saldo de R$ 452,1 milhões em debêntures da Rhino Securitizadora. O pedido judicial busca impedir uma corrida de credores. A gestora Apex Gestão de Ativos detém 15% da CVC, e o pedido indicou que apenas R$ 190,1 milhões seriam recuperáveis em caso de desinvestimento.


