O Congresso Nacional aprovou a lei 15.421 de 2026, que obriga todas as escolas do país, públicas e privadas, a decretarem recesso durante a Copa do Mundo Feminina da Fifa, em 2027. A medida, prevista para ocorrer entre junho e julho de 2027, gera questionamentos sobre a adequação ao calendário escolar nacional.
A lei, proposta pelo governo federal, visa demonstrar a importância dada ao futebol feminino no Brasil. Contudo, a determinação entra em conflito com as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que estabelece um mínimo de 200 dias letivos com 800 horas-aula anuais. Além disso, as instituições devem cumprir acordos coletivos de professores e funcionários.
Com dez feriados nacionais previstos para 2027, as redes de ensino têm respondido à demanda reduzindo as férias de julho, que muitas vezes não ultrapassam dez dias. Gestores, e não legisladores, são considerados os mais aptos a decidir sobre a organização do calendário.
A aprovação da lei é vista por alguns como um ato de populismo, que sacrifica o apreço pela educação em prol de eventos esportivos. A medida entra em contraste com arranjos informais que historicamente permitiram aos torcedores acompanhar jogos sem necessidade de férias.


