O subprocurador-geral da República, José Adonis, alterou o parecer da acusação e solicitou a punição mais grave para o ministro Marco Buzzi, investigado por importunação sexual. A manifestação foi apresentada durante o julgamento do Pleno do tribunal, que analisa o Processo Administrativo Disciplinar contra o magistrado.
A acusação fundamentou o pedido na nova regulamentação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aprovada na terça-feira, dia 4 de agosto de 2026. Com a sanção aplicada, Buzzi seria afastado do cargo, embora a perda definitiva da função dependa de validação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Para a condenação, são necessários 17 votos dos 31 ministros da Corte, e 28 estavam presentes na sessão. A defesa do ministro nega a responsabilidade nos dois episódios, alegando que os fatos narrados pela ex-assessora não correspondem à realidade e que há poucas provas contra a jovem de 18 anos.
O ministro já se encontra afastado cautelarmente do STJ desde 10 de fevereiro de 2026, por decisão unânime do Pleno da Corte. Além do processo administrativo, Buzzi responde a investigações no CNJ e na Polícia Federal, sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, do STF.


