UEFA, Concacaf e AFC emitiram uma carta conjunta criticando a liderança da FIFA, afirmando que o futebol não pertence a nenhum indivíduo. As três confederações defenderam que a gestão esportiva deve estar subordinada ao interesse coletivo, reforçando a pressão sobre o presidente da entidade.
As entidades escreveram que a liderança no futebol não é uma posse, e que não se trata de conservar ou exigir poder para si mesmo. As confederações acrescentaram que a autoridade concedida a dirigentes pode ser perdida quando há quebra de confiança, especialmente se um indivíduo se colocar acima do coletivo que lhe deu o poder.
A manifestação ocorreu em meio a críticas externas. No fim de julho, o primeiro-ministro britânico Andy Burnham declarou que o dirigente da FIFA é “a pessoa errada” para comandar a organização. Burnham classificou como “ultrajante” a proposta de abrir parte dos direitos comerciais da entidade ao mercado.
A UEFA, em comunicado anterior, já havia declarado que a atual liderança da entidade perdeu a confiança não apenas da organização europeia, mas também de “muitos outros membros da família do futebol”.


