O Ministério Público de São Paulo, a Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram, na manhã desta quinta-feira, dia 6, a segunda fase da Operação Armagedom no Vale do Paraíba. A ação visa combater uma organização criminosa suspeita de atuar com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro na região.
Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça de São José dos Campos. Além disso, a Justiça autorizou a quebra de sigilo de dados eletrônicos dos investigados e o bloqueio de bens. Um homem apontado pelas investigações como líder do grupo teve a prisão preventiva decretada, pois teria coordenado as atividades criminosas mesmo em prisão domiciliar, segundo o Ministério Público.
As investigações apontam que o grupo concedia empréstimos com juros abusivos e cobrava dívidas por meio de intimidação. A organização também teria ocultado patrimônio usando terceiros e empresas de fachada para lavar dinheiro. Entre os bens atingidos, estão 37 cavalos da raça mangalarga marchador.
As medidas patrimoniais determinadas pela Justiça podem alcançar até R$ 205,7 milhões. A operação é conduzida por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e outras unidades policiais. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.


