O senador Davi Alcolumbre atuou na construção da neutralidade da federação União Brasil-Progressistas (PP) em estados-chave, visando facilitar a reaproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A articulação também buscou afastar partidos do centrão em colégios eleitorais importantes para o PL de Flávio Bolsonaro.
A atuação do presidente do Senado foi decisiva para influenciar o cenário nacional e regional. Em estados como o Rio de Janeiro, a posição neutra da federação foi relevante para Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo estadual, e para Lula, ao enfraquecer o palanque de Flávio Bolsonaro.
Em Minas Gerais, por exemplo, a federação União Brasil-PP optou por apoiar o governador Mateus Simões (PSD), deixando o PL de Flávio Bolsonaro sem apoio naquele colégio eleitoral. Em São Paulo, um dos maiores colégios, o desempenho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) oferece situação mais confortável para Flávio Bolsonaro (PL).
A relação entre Lula e Alcolumbre, que havia sido rompida após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), está sendo reconstruída com base nos interesses dos palanques do PT. Para os partidos do centrão, a neutralidade também auxilia na eleição de bancadas maiores para Câmara e Senado.


