Mais de cinco milhões de beneficiários do Medicare pagaram o acréscimo de renda mensal (IRMAA) da Parte B em 2025, representando cerca de 7% do total de 69 milhões de pessoas cobertas. O acréscimo, que se aplica também à Parte D, é calculado com base em declarações fiscais de dois anos anteriores, gerando surpresas financeiras para os aposentados.
O IRMAA, sigla para Income-Related Monthly Adjustment Amount, é um valor que o Social Security soma aos prêmios padrão da Parte B e Parte D quando a renda ultrapassa um patamar definido. Para 2026, o primeiro limite de renda é de US$ 109.000 para um declarante solteiro e US$ 218.000 para um casal. A dificuldade reside no fato de que o ano de renda que determina o acréscimo já está encerrado quando a cobrança chega ao beneficiário.
Os custos sobem em faixas. A mensalidade padrão da Parte B em 2026 é de US$ 202,90. Acima do primeiro limite, o prêmio mensal total atinge US$ 284,10 no primeiro nível de IRMAA. No nível mais alto, para indivíduos com renda de US$ 500.000 ou mais, o acréscimo sozinho pode somar quase US$ 487 a mais por mês, totalizando cerca de US$ 5.844 anuais.
A tendência é de aumento. Embora a porcentagem de beneficiários afetados tenha se estabilizado em torno de 7% desde 2020, o número absoluto cresce com o envelhecimento da população. Além disso, os Trustees do Medicare projetam que o prêmio padrão da Parte B subirá para quase US$ 300 até 2033, fazendo com que o acréscimo escale junto com ele.

