Várias regiões do mundo, incluindo América Latina, Sahel e Espanha, registraram em julho de 2026 o mês mais quente já observado, segundo dados do programa Copernicus. O calor extremo, somado a secas e incêndios, afeta quase 900 milhões de pessoas globalmente.
A análise detalhada do modelo climático ERA5, do Copernicus, identificou 33 países que superaram o recorde de temperatura para julho. Enquanto na Espanha e na França as agências meteorológicas confirmaram recordes desde o início das medições, muitos países com menos recursos não divulgam dados climáticos detalhados.
Na África, quase 400 milhões de pessoas vivem no cinturão do Sahel, onde dez nações bateram o recorde de calor. Cientistas alertaram que, desde 2015, os episódios de calor extremo na região tornaram-se “quase 10 vezes mais prováveis”.
Na América Central, o fenômeno El Niño provocou temperaturas sem precedentes, afetando quase 110 milhões de pessoas. O Programa Mundial de Alimentos da ONU considera a região “provavelmente a mais afetada em termos de aumento relativo da insegurança alimentar”.
Nos Estados Unidos, a temperatura média foi de 24,9ºC, 1,8ºC acima da média do século passado, e 48% do território enfrenta seca. Na Europa, quase 120 milhões de habitantes viveram o mês mais quente, com a Espanha registrando 25,7ºC de média.

