Motociclistas em São Paulo são flagrados cruzando sinais vermelhos e circulando na contramão em diversas vias da capital. A imprudência ocorre em meio ao aumento da demanda por entregas, colocando em risco a segurança de pedestres e condutores. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) afirma que 70% dos seus 879 equipamentos de fiscalização eletrônica capturam placas de motos.
Em trechos como a Avenida Giovanni Gronchi, na Vila Andrade, entregadores foram vistos realizando manobras perigosas, como cruzar pistas na contramão e seguir pela calçada. A situação foi registrada em cerca de uma hora, fora do horário de pico. Especialistas em mobilidade urbana apontam que a sensação de impunidade influencia a conduta dos condutores. Ana Carolina Nunes, da ONG Cidade a Pé, declarou que a fiscalização é um fator de peso para coibir imprudências.
A CET defendeu que a interpretação de falta de equipamentos é equivocada, citando que o efetivo de agentes de trânsito aumentou para mais de 1.700 profissionais. A companhia também informou que as autuações por excesso de velocidade de motociclistas cresceram 50% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Um painel na Avenida Rebouças alerta sobre o histórico de 475 mortes de motociclistas na capital em 2025.
A Amobitec, associação dos aplicativos de entrega, afirmou que as plataformas orientam os entregadores parceiros a respeitar as leis de trânsito. O Shopping Morumbi Town, na Zona Sul, informou que alertou autoridades e adotou medidas próprias para coibir a circulação de motos em áreas não permitidas.


