Um impasse financeiro surge na tentativa de salvar o BRB: a dívida do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) com a Caixa impede a concessão de garantia para uma operação de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A situação coloca em xeque o plano de socorro à instituição financeira.
O complexo Centrad, inaugurado inacabado em 2014, deixou pendências financeiras com a Caixa, um dos bancos que avalia fornecer a garantia. Segundo integrantes do governo federal, a Caixa não pode conceder o crédito porque o Distrito Federal estaria inadimplente com o banco público. O empréstimo, concedido às empreiteiras responsáveis pela obra, envolveu também o Santander e tem um valor estimado em R$ 700 milhões, embora desatualizado.
O ativo, nunca ocupado pela administração local, está em disputa judicial no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde as empreiteiras pleiteiam indenização bilionária por não terem sido pagas pelo DF. A governadora do DF, Celina Leão, pretende contestar esse veto da Caixa na audiência com o ministro Luiz Fux, do STF, na quinta-feira, buscando garantias da União.
O governo federal, contudo, mantém a posição de que a garantia deve ser apresentada pelo Distrito Federal. Um integrante do governo federal explicou que as dificuldades do BRB têm origem na tentativa de compra do Banco Master, operação investigada por irregularidades. O acordo anterior no STF previa que a União flexibilizaria limites de crédito, mas travou nas negociações com bancos como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.


