O mercado financeiro aponta para uma possível alta de juros, o que pressiona o modelo de investimento do ETF SCHD. Em contrapartida, o fundo FDRR, da Fidelity, foi desenhado para se beneficiar de um ambiente de taxas crescentes, oferecendo uma alternativa para investidores.
O ETF SCHD, que atende milhões de investidores, foi construído para um cenário de taxas de juros estáveis ou em queda. Contudo, o mercado mostra sinais de mudança: o título do Tesouro de 10 anos fechou em 4,69% em 6 de agosto de 2026, próximo a um pico de 12 meses. Além disso, a Polymarket precifica cerca de 53% de chance de alta de juros em setembro, enquanto o índice PCE central voltou a subir, com o índice de junho de 2026 em 130,266.
O FDRR, por sua vez, rastreia um índice que filtra ações com correlação positiva com o rendimento do Tesouro de 10 anos dos EUA. Isso significa que o fundo desvaloriza ações que caem com o aumento dos juros e valoriza aquelas que sobem. Em 7 de agosto de 2026, o FDRR fechou em US$ 69,86, registrando alta de 15,91% no ano até a data.
Enquanto o SCHD foca em empresas com histórico de dividendos, o FDRR prioriza empresas de tecnologia e setores cíclicos, como NVIDIA e Apple, que se beneficiam de taxas mais altas. Investidores que migram do SCHD trocam uma postura defensiva focada em rendimento por uma mistura orientada ao retorno total, alinhada com a expectativa de juros mais altos por mais tempo.


