A Natura registrou queda de 9,1% na receita líquida no segundo trimestre, totalizando R$ 5,17 bilhões, devido a problemas internos. A implementação do novo sistema de gestão empresarial SAP gerou quebra de abastecimento, afetando o desempenho no mercado nacional.
O CEO da Natura, João Paulo Ferreira, afirmou que a frustração da companhia veio de “desafios de execução fundamentalmente autoimpostos”. Segundo o executivo, a substituição do sistema de gestão, um EPR, resultou em paralisação inicial, e a retomada não atingiu a expectativa esperada.
A readequação da plataforma gerou dificuldades operacionais, pois consultoras tiveram problemas para fechar pedidos por falta de certos itens. Embora a empresa tenha alertado o mercado sobre pressões no faturamento em julho, o desempenho no mercado hispânico foi diferente. Lá, o segundo trimestre apresentou crescimento de 7,2% em moeda corrente, impulsionado pela Natura (12,3%) e Avon (4,7%).
Ferreira explicou que o resultado no Brasil ofuscou o bom desempenho internacional. A CFO da empresa, Silvia Vilas Boas, destacou o México como ponto forte, onde a penetração da marca Natura em lares antes consumidores apenas da Avon impulsionou o crescimento regional.


