O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que os voos panorâmicos e outras operações comerciais de helicóptero no Rio sejam realizados prioritariamente sobre o mar.
A proposta prevê o uso da Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), corredor aéreo já existente entre a Barra da Tijuca e o Arpoador, como principal caminho para o transporte remunerado de passageiros.
A medida foi apresentada após uma série de acidentes registrados neste ano, entre eles a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no último sábado (8), que deixou quatro mortos.
Segundo o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama, a intenção não é acabar com os passeios turísticos, mas reduzir a circulação de aeronaves sobre áreas densamente ocupadas.
Operações de emergência ficam de fora, como voos de segurança pública, defesa civil, salvamento, transporte aeromédico, serviços públicos e cobertura jornalística.
Além da alteração das rotas, o MPF pediu uma atuação mais rigorosa dos órgãos responsáveis pelo setor.


