Testes de DNA confirmaram que Walther Frisch, ex-integrante do corpo de combate das SS, é pai biológico de pelo menos 15 pessoas na Dinamarca, Alemanha, Finlândia e Suécia.
O número pode chegar a dezenas, segundo um documentário da emissora pública dinamarquesa DR exibido na última segunda-feira (10).
Frisch cumpriu um ano de prisão na Dinamarca após a Segunda Guerra Mundial e se mudou para a Suécia, onde se casou e trabalhou em diversos empregos. Na década de 1960, tornou-se doador frequente de sêmen no hospital Karolinska, em Estocolmo, referência em inseminação artificial.
Dois detalhes levantam suspeitas sobre os motivos ideológicos de Frisch: sua idade, já que passava dos 40 anos, e a presença de Lars Ove Cassmer, médico que também serviu ao regime nazista, no mesmo hospital.
Todas as mães dos 15 filhos foram inseminadas no hospital. Thomas Rasmussen, um dos descendentes identificados, disse que não consegue evitar pensar no pior. Ele estima que o número de filhos possa passar de 100.
O hospital Karolinska, considerado um dos melhores centros de saúde do mundo, informou que os médicos podiam desenvolver projetos particulares naquela época, o que explicaria a ausência de registros de Frisch nos arquivos.


