A medicina avança ao tratar o envelhecimento como condição clínica, e não como destino inevitável. A empresa Life Biosciences recebeu autorização da FDA para iniciar ensaios com o medicamento ER-100. O tratamento visa restaurar a visão em pacientes com neuropatias ópticas.
O protocolo de tratamento utiliza um sistema induzível de três fatores, que omite o gene Myc para garantir a segurança celular. Segundo David Sinclair, professor de genética de Harvard, a transformação na saúde é comparável ao surgimento das vacinas. Os primeiros resultados da dosagem são esperados até o final deste ano.
A Inteligência Artificial impulsiona as descobertas, permitindo triagens virtuais de trilhões de moléculas em tempo reduzido. A IA também auxilia no desenvolvimento de relógios de envelhecimento biológico com 94% de precisão, que podem ser usados via smartphone.
Prevê-se que uma pílula antienvelhecimento possa estar disponível até 2035, com custo estimado em cerca de 100 dólares mensais. Contudo, o avanço gera debates éticos e econômicos, especialmente sobre o impacto de uma população que vive até 150 anos.
Economistas apontam que estender a vida saudável em um ano geraria 38 trilhões de dólares na economia dos EUA. Filósofos alertam, no entanto, para a possibilidade de a juventude biológica se tornar um luxo exclusivo da elite.


