Uma ex-funcionária do Southern Poverty Law Center (SPLC) está sob acusações federais de conluio por fraude eletrônica, conluio para apresentar declarações falsas a banco federalmente segurado e conluio para ocultar lavagem de dinheiro. A acusação surge após a profissional ter sido celebrada por grupos de esquerda por seu trabalho em combate ao extremismo nos Estados Unidos.
O Center for American Progress (CAP), organização de esquerda, havia recebido e elogiado a profissional em um evento realizado em 2018. Neera Tanden, diretora executiva do CAP, descreveu a profissional como uma das líderes dedicadas a combater a disseminação de extremismo e discurso online. O elogio recebeu um novo contexto com os relatos de que a profissional agora responde a processos.
Uma das alegações centrais envolve uma fonte identificada como “F-9”. Os promotores afirmam que essa pessoa infiltrou a National Alliance, um grupo neonazi, e recebeu mais de 1,2 milhão de dólares do SPLC no período coberto pelo inquérito. Os acusadores alegam que a profissional supervisionou esses pagamentos enquanto mantinha um relacionamento romântico com a fonte, compartilhando residência e contas bancárias.
A investigação mais ampla, iniciada em abril, aponta que o SPLC teria direcionado dinheiro para grupos de ódio. O documento de 22 páginas indica que fundos doados eram usados para financiar líderes e organizadores de grupos racistas, como o Ku Klux Klan e a Aryan Nation. Os informantes pagos do SPLC promoviam ativamente esses grupos enquanto o centro os denunciava em seu site.
A defesa da profissional argumenta que as acusações representam um mal-entendido de seu trabalho de monitoramento de grupos de ódio. A profissional integrou o SPLC em 1999 e, em 2012, assumiu o cargo de diretor, antes de deixar a organização em 2019 para fundar o Global Project Against Hate and Extremism.

