O ministro da Fazenda, Dario Durigan, autorizou que o governo de São Paulo contrate um empréstimo de R$ 5,4 bilhões junto ao Banco do Brasil. A operação tem a União como garantidora. A liberação se deu horas depois de o estado entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal, contestando a demora do recurso.
O despacho, assinado às 22h38, considerou pareceres da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Os órgãos técnicos verificaram que São Paulo cumpre os requisitos para a operação de crédito. O montante será aplicado em obras, incluindo as linhas 6 e 5 do metrô, duplicação da Rodovia dos Tamoios e melhorias em várias linhas de trem do estado.
Na quarta-feira, o governo paulista havia pedido liminar no STF, alegando que não recebe tratamento igualitário em comparação a outras unidades da federação. O governo citou o caso do Piauí, que teve seu pedido liberado em quarenta e nove dias, após passar por análise técnica em dezenove de maio. A solicitação de R$ 5,4 bilhões chegou à Fazenda em novembro de 2025.
A disputa técnica ganhou contornos políticos durante debates recentes. O governador Tarcísio de Freitas questionou a lentidão de financiamentos com bancos como o Europeu de Investimento e o Banco Mundial. O ex-ministro Fernando Haddad rebateu, mencionando o abatimento de serviço da dívida que o estado recebeu do governo federal. O Ministério da Fazenda negou qualquer morosidade intencional, afirmando que os trâmites seguem o ritmo legal.


