A empresa de tecnologia policial Flock alterará o acesso de agentes à rede nacional de leitores de placas. A mudança visa conter críticas crescentes sobre vigilância em massa e abuso de tecnologia, especialmente no uso para perseguição.
A rede de câmeras da Flock, que possui cento e vinte mil equipamentos, fornece aos departamentos de polícia acesso a vastos dados de localização pesquisáveis. Um relatório anterior apontou quarenta e seis casos em que agentes foram acusados de usar as câmeras para fins não autorizados, como perseguição.
Para combater isso, a companhia passou a exigir que os agentes informem um número de caso criminal antes de realizar uma busca. Essa medida, antes opcional, agora é obrigatória e serve para verificar o propósito legítimo de cada pesquisa. A empresa também expandiu um sistema de auditoria automática que sinaliza atividades suspeitas aos administradores.
Outras modificações incluem a recomendação de que as agências mantenham dados por sete dias, em vez de trinta, e a possibilidade de limitar buscas entre departamentos a razões específicas. Esses ajustes ocorrem em meio a protestos, com algumas cidades cancelando contratos com a empresa.
Um conselheiro de políticas da ACLU afirmou que a controvérsia deriva mais da escala da vigilância que a tecnologia permite do que de abusos individuais. A CEO da Flock, por sua vez, atribuiu parte da perda de clientes à desinformação sobre o uso da ferramenta.


