A Pandora alcançou lucro líquido de 875 milhões de coroas dinamarquesas no segundo trimestre, representando alta de cerca de 9% em comparação com os 803 milhões de coroas dinamarquesas do ano anterior. A companhia também manteve a meta de reduzir a dependência da prata, que representou cerca de 30% do custo dos produtos vendidos em 2025.
A receita da empresa avançou cerca de 2%, totalizando 7,219 bilhões de coroas dinamarquesas. A valorização da prata nos últimos anos motivou a revisão de materiais no setor de joias. Enquanto o mercado aponta o vermeil, a Pandora opta por substituir parte das peças em prata por joias revestidas de platina.
Berta de Pablos-Barbier, presidente-executiva da Pandora, declarou em entrevista que a empresa está diversificando seu portfólio de materiais. Segundo a companhia, uma parte significativa das joias deixará de usar prata para adotar revestimento de platina nos próximos anos. Esse movimento visa compensar a pressão das commodities e sustentar a rentabilidade a longo prazo.
Em Holanda, a Pandora testou o aceitabilidade das novas peças com revestimento de platina em projeto-piloto, e a resposta inicial dos consumidores foi considerada encorajadora. A empresa utiliza contratos de hedge para mitigar riscos, protegendo cerca de 75% das compras esperadas de prata e 70% das de ouro para os doze meses seguintes.
No curto prazo, a transição de materiais deve gerar custos extraordinários equivalentes entre 0,5 e 1 ponto percentual da margem EBIT em 2026. No entanto, a companhia elevou suas projeções para o ano, passando a prever crescimento orgânico entre zero e 3%.


