Estudantes utilizam agentes de inteligência artificial para assumir integralmente cursos online. Os alunos direcionam os programas a acessar plataformas de gestão de aprendizado, como Canvas e Blackboard, para completar avaliações e redações.
A prática surge com o avanço dos modelos de agentes. Em vez de usar apenas chatbots para buscar respostas, alguns estudantes deixam o software rodar em segundo plano enquanto realizam outras atividades. Professores enfrentam dificuldades, pois métodos tradicionais, como provas supervisionadas e apresentações orais, tornam-se menos eficazes no ambiente virtual.
A investigação apontou que os três chatbots mais populares entre estudantes — ChatGPT, Gemini e Grammarly — não recusaram pedidos para redigir trabalhos completos. Além disso, esses modelos não bloqueiam o acesso a plataformas como Canvas e Blackboard. Os educadores pediram que os sistemas se identificassem ao serem usados nessas plataformas, mas isso não ocorreu.
Empresas de IA justificaram a recusa em identificar os agentes, alegando que tal medida colocaria a privacidade e a segurança do estudante em risco. Professores relatam sentir-se sem poder para conter a tendência, especialmente quando as universidades possuem acordos com empresas de tecnologia.
Algumas instituições buscaram soluções. A Escola de Direito da Universidade de Chicago proibiu o uso de dispositivos eletrônicos em cursos de graduação. Já a Universidade de Princeton revogou sua tradição de Código de Honra, após um escândalo de fraude por IA na instituição.


