O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou um levantamento que mostra piora na violência contra povos indígenas em 2025. O número de assassinatos atingiu 258, um aumento de 22% comparado aos 211 registros do ano anterior.
O estudo, que utiliza dados oficiais e informações da Lei de Acesso à Informação (LAI), indica que Roraima registrou o maior número de homicídios, com 82 casos. Amazonas ficou em segundo com 47 mortes, seguido por Mato Grosso do Sul, com 37 registros.
Além dos homicídios, o relatório contabilizou 25 casos de violência sexual contra indígenas em 2025, um aumento em relação aos 20 casos de 2024. A maioria das vítimas nessa categoria eram meninas menores de idade. O Cimi também registrou 38 tentativas de assassinato e 46 casos de racismo e discriminação étnico-cultural.
O levantamento apontou 215 suicídios, contra 208 no ano anterior, e 1.024 mortes de crianças indígenas com até quatro anos, o que representa uma alta de 11%. As violações também afetaram os territórios, com 1.276 ocorrências relacionadas ao patrimônio em 2025.


