O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (13), a abertura de uma investigação para apurar a filiação de um senador ao partido Missão. A Corte negou que a inclusão do nome tenha ocorrido por meio de hackeamento, alegando uso indevido da ferramenta.
A medida ocorreu após matérias jornalísticas indicarem que a equipe de campanha do político não conseguiu formalizar a candidatura no sistema do TSE. O prazo para o registro da candidatura se encerra no próximo sábado (15). O senador afirmou nas redes sociais que o registro de filiação ao Missão foi fraudado.
Em nota, o TSE declarou que a filiação não resultou de invasão do sistema de filiação partidária. Segundo o órgão, houve uso indevido da ferramenta por alguém com credenciais da legenda para efetivar as filiações. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, acionou o Ministério Público Eleitoral e ordenou a apuração interna.
Após a repercussão, o PL protocolou um pedido de desfiliação do Missão no TSE, que já está sob análise. O partido Missão informou à imprensa que detectou a tentativa de filiação fraudulenta e tentou cancelar o ato no mesmo dia, mas o TSE rejeitou o cancelamento.


