A Operação Anjo da Guarda II foi deflagrada na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto, em Goiânia. A ação investiga o armazenamento de material de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos, cumprindo mandado de busca e apreensão.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Cibernético (CyberGaeco), do Ministério Público de Goiás (MPGO), e a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), da Polícia Civil de Goiás (PCGO), coordenam a investigação. As equipes empregaram o Nêmesis, sistema desenvolvido pelo MPGO, para localizar imagens e vídeos.
Segundo o Ministério Público, a tecnologia utiliza inteligência artificial para identificar arquivos de interesse durante a análise dos equipamentos. O sistema permite que parte da verificação ocorra depois, em laboratório, visando manter a cadeia de custódia das provas.
Fabrício Lamas Borges da Silva, coordenador do CyberGaeco, afirmou que a operação reflete o compromisso do órgão em combater crimes cibernéticos complexos. Ele declarou que a ação visa priorizar a proteção de crianças e adolescentes, unindo esforços entre os órgãos estatais.
O Nêmesis foi criado pela Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e pelo CyberGaeco. A ferramenta possibilita a varredura de dispositivos durante mandados de busca e apreensão, reduzindo o tempo para achar arquivos relevantes e permitindo análise posterior mais detalhada.


