A delegação de oposição na Venezuela firmou compromisso nesta quinta-feira (13) de promover a libertação de presos políticos. O acordo foi feito em diálogo com o governo interino, após denúncias de organizações não governamentais sobre o atraso na anistia.
O primeiro ciclo de negociações terminou na quarta-feira e contou com a participação de Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Geral, e Dinorah Figuera, presidente da bancada de oposição. Figuera afirmou em mensagem que o propósito é que as libertações comecem nos próximos dias.
Durante seis dias de conversas, as partes também concordaram em avançar para uma reforma judicial. Além disso, buscarão recuperar ativos das reservas de ouro do país, que estão congelados no Banco da Inglaterra. Essas conversas ocorrem sete meses depois da intervenção militar americana que levou à queda de Nicolás Maduro.
A presidente interina Delcy Rodríguez governa sob pressão dos Estados Unidos. Segundo a ONG Foro Penal, ainda existem 382 presos políticos, mesmo após a lei de anistia promovida em janeiro pela presidente encarregada. Na rodada inicial, ficou acordada a reforma da lei que rege o Tribunal Supremo de Justiça e a renovação de seus magistrados.


