Uma análise realizada pela Spons, em parceria com a Mantis-AI, mediu o retorno de estratégias de patrocínio durante a Copa do Mundo de 2026. O estudo utilizou inteligência artificial para contabilizar tempo de exposição e aparições de marcas em transmissões globais.
A iniciativa, denominada “V.A.R. das Marcas”, avaliou mais de vinte e sete horas de conteúdo. Vinicius Gholmie, CEO da Mantis-AI, afirmou que a análise permite mensurar objetivamente o tempo de evidência de cada marca, indo além das estimativas de audiência.
Os patrocinadores globais da Fifa apresentaram maior visibilidade. A Adidas liderou com 141,76 minutos de exposição. Visa ficou em segundo com 136,59 minutos, seguida por Aramco, com 135,91. Qatar Airways registrou 131,46 minutos, e Coca-Cola somou 112,90 minutos, segundo o relatório.
O setor de bebidas demonstrou contrastes estratégicos. Michelob Ultra acumulou 39,38 minutos de exposição, enquanto Budweiser registrou apenas 4,72 minutos, apesar de pertencerem ao mesmo grupo. A Brahma alcançou 5,37 minutos ao patrocinar a transmissão da CazéTV, superando a Budweiser no mercado brasileiro sem vínculo oficial com a Fifa.
Na categoria de uniformes, a Nike apareceu 738 vezes, totalizando 42,55 minutos de exposição. Este resultado indica como acordos com federações nacionais podem competir em relevância com investimentos diretos junto à Fifa, explicou Felipe Bratfisch, CEO da Spons.


