Dois fundos de índice focados em renda do Nasdaq, o JPMorgan Nasdaq Equity Premium Income ETF (JEPQ) e o NEOS Nasdaq-100 High Income ETF (QQQI), utilizam estratégias distintas para gerar pagamentos mensais. Ambos investem no Nasdaq-100, mas divergem na mecânica de geração de renda e no tratamento fiscal, fatores cruciais para investidores em 2027.
O JEPQ utiliza notas vinculadas a ações que replicam opções de venda do Nasdaq-100, gerando distribuições classificadas como renda ordinária para o acionista. Já o QQQI emprega opções de índice NDX sob a Seção 1256, permitindo que parte das distribuições seja classificada como retorno de capital, o que posterga a tributação. Essa diferença tributária afeta diretamente o resultado final para investidores em contas tributáveis.
O JEPQ, fundado em 2022, possui uma taxa de despesa de 0,35% e concentra seu portfólio, com os dez maiores ativos representando 62% do valor. Em agosto de 2026, o pagamento atingiu cerca de 0,70 dólar, superando a média mensal de 2024, que era de quase 0,45 dólar. Sua taxa de retorno total no último ano foi de aproximadamente 21%.
O QQQI, por sua vez, tem um portfólio mais amplo, com os dez principais ativos somando cerca de 47% do valor. Ele paga mensalmente na faixa de 0,61 a 0,66 dólar, com a última distribuição registrada em 0,6346 dólar. No entanto, seu custo é maior, com uma taxa de despesa de 0,68%, o dobro do JEPQ.
A escolha entre os dois depende do veículo de investimento. Em contas isentas de impostos, como IRAs, o JEPQ é preferido pelo custo e captação de alta. Contudo, em contas tributáveis, o QQQI oferece um benefício fiscal significativo, tornando-se mais atrativo para certos perfis de investidores, apesar do custo mais elevado.


