Uma jovem afegã, que manifestou-se contra os talibãs em 2021, enfrenta um processo longo e difícil para obter o traslado para a Espanha. Segundo relatos, a busca por direitos e segurança é marcada por barreiras burocráticas e riscos de detenção.
A jovem, cuja identidade é mantida em sigilo, começou a se manifestar quando os talibãs assumiram o controle do Afeganistão em quinze de agosto de dois mil e vinte e um. Ela protestou contra a retirada de direitos das mulheres, como educação e trabalho, impostos pelos fundamentalistas.
Em um dos protestos, no dia quatro de setembro de dois mil e vinte e um, agentes de inteligência dos talibãs detiveram a jovem. Ela relatou ter sido colocada em uma bolsa escura, levada a um centro de detenção e mantida presa por três dias.
María López, jurista da Netwomening, associação de assistência a mulheres afegãs com proteção internacional na Espanha, descreveu os abusos sofridos. Ela afirmou que a jovem foi submetida a torturas durante o período de cativeiro.
O caso ilustra a dificuldade enfrentada por mulheres afegãs que tentam acessar direitos e refúgio internacional, enfrentando um sistema que impõe obstáculos documentais e judiciais.


