O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para utilizar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo. Ele afirmou que empresas de pequeno e médio porte buscam operar como bancos, sem possuir ativos suficientes para sustentar tais atividades.
Galípolo declarou que esse comportamento não é desejável e deve ser coibido pelos reguladores. O Banco Central trabalha em diversas medidas para tratar do tema, defendendo o papel essencial do FGC na estabilidade do sistema financeiro e na contenção de corridas bancárias.
O FGC, criado em 16 de novembro de 1995, protege pequenos investidores e foi fundamental durante o Plano Real e a crise mundial de 2008. Recentemente, o fundo reembolsou credores prejudicados pelas fraudes do Banco Master, totalizando cerca de R$ 40,6 bilhões para cobrir garantias de aproximadamente 1,6 milhão de credores.
Quando ocorre a falência de um banco, o FGC garante depósitos e certos investimentos até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. Existe também um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.


