Peggy Flanagan, candidata ao Senado de Minnesota, promove sua candidatura destacando ser a primeira mulher nativa americana no Senado dos EUA. A campanha utiliza o apoio de Elizabeth Warren, cuja autodeclaração de identidade indígena foi objeto de controvérsia política por anos.
Flanagan, que se identifica como Ojibwe e membro da White Earth Nation, afirma que não há vozes nativas no Senado americano. Ela enviou um e-mail aos doadores reforçando seu princípio de não deixar ninguém para trás, visando mudar essa realidade caso seja eleita.
Ao longo de sua carreira, Warren se identificou como nativa americana, registrando o termo em documentos e diretórios. Contudo, a partir de dois mil dezenove, a senadora afastou essa identidade, dizendo que não é pessoa de cor nem cidadã de tribo.
O histórico de Warren foi palco de polêmicas, notavelmente após o presidente Donald Trump a rotular como “Pocahontas”. Em duas mil e dezoito, Warren realizou um teste genético que indicou um percentual de nativo americano entre 0,1% e 1,6%.
A campanha de Flanagan e o escritório de Warren não responderam a pedidos de comentário feitos a veículos de comunicação na última quinta-feira.


