O deputado Pedro Paulo, aliado de Eduardo Paes, planeja usar a divisão do voto evangélico e fazer alusões à esquerda para crescer na disputa pelo Senado do Rio de Janeiro. A estratégia busca vincular seu voto ao de Benedita da Silva, candidata do PT.
A aproximação com o Podemos, sigla de Everaldo, foi um movimento da chapa de Paes. O partido lançou Marcos Dias, irmão do pastor, ao Senado. A expectativa é que Dias concorra com o ex-prefeito Marcelo Crivella, da República, aumentando a fragmentação dos votos de direita no estado. Candidatos ligados às igrejas historicamente conquistam vagas no Senado carioca.
Em outra frente, Pedro Paulo participou de eventos do PT e fez discursos em defesa de pautas da militância de esquerda, como o fim da escala 6×1. Ele mencionou que projetos de lei sobre o tema e segurança aguardam tramitação no Senado. A primeira suplência da chapa foi ocupada pelo PDT, que indicou Miro Teixeira, figura conhecida na política nacional.
A construção da chapa também envolveu simbolismos políticos. Sávio Neves, indicado pelo PSDB para a segunda suplência, é sobrinho do ex-senador Francisco Dornelles. Embora Pedro Paulo seja vice-líder do governo Lula na Câmara, ele não demonstra grande afinidade com o petismo na esfera econômica.
A direita no Rio de Janeiro apresenta outras candidaturas, como Carlos Portinho e Carlos Jordy, do PL. O partido ligado à família Bolsonaro montou uma chapa isolada no estado, com Douglas Ruas como candidato ao governo.


