A dependência da telemedicina no tratamento de saúde mental gera questionamentos sobre seus limites. Segundo um psicoterapeuta, há um ponto em que a tela não é suficiente para avaliar pacientes em crise.
Quase metade (48,3%) dos adultos americanos com doença mental grave recebe tratamento por telemedicina, dados a respeito da Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA). O especialista Jonathan Alpert, psicoterapeuta de Nova York, afirma que o cuidado virtual funciona bem, mas exige cautela em situações de risco.
Alpert explica que o clínico deve avaliar se o paciente necessita de atendimento presencial ou de um nível de cuidado superior quando ele se torna suicida, psicótico, maníaco ou incapaz de funcionar. Ele diz que a prioridade é obter um quadro preciso e manter o paciente seguro.
O profissional aponta que certos sinais físicos, como higiene, agitação ou intoxicação, não são claros em videochamadas. Se o quadro do paciente piora apesar das consultas frequentes, isso serve como grande alerta. Mais consultas virtuais não garantem mais tratamento.
Em casos de suspeita de suicídio ou violência, Alpert aconselha o terapeuta a ser direto. Ele ressalta que se o paciente apresentar um plano concreto, como arma ou pílulas, a intervenção de serviços de emergência é necessária. Além disso, o especialista enfatiza a importância de conhecer a localização do paciente durante o atendimento.


