A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, recusou o uso do Fundo Constitucional do DF como garantia para o empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). A declaração foi feita após audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Luiz Fux.
A proposta de usar o Fundo Constitucional como garantia veio do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Durante a reunião, ele relatou que instituições financeiras questionavam o bloqueio de recursos em caso de inadimplência. Durigan sugeriu que o STF definisse a possibilidade de usar o fundo na operação.
Celina Leão rejeitou a alternativa, afirmando que a medida alteraria os termos acordados entre o governo federal e o Distrito Federal. Segundo a governadora, a negociação previa o uso do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
O impasse se agrava com a falta de documentação do BRB. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que ainda não possui todos os dados necessários para avaliar a operação, cobrando balanços financeiros do banco referentes a 2025 e ao primeiro semestre de 2026.
Nelson de Souza, presidente do BRB, disse que a instituição tem condições de continuar operando se for capitalizada. O STF, por sua vez, sinalizou que não pretende obrigar bancos ou a União a fornecerem garantias para o socorro financeiro.


