Nigel Farage venceu a eleição suplementar na cidade de Clacton, no Reino Unido, na última sexta-feira. O líder do Reform UK obteve mais de 60% dos votos, mas não compareceu ao centro comunitário para receber o resultado. Seu adversário, um candidato de protesto fantasiado, obteve 26,9% dos votos.
Farage evitou a cerimônia de vitória e cancelou o discurso, alegando não querer se “rebaixar sendo humilhado por um zé-ninguém”. Ele também recusou-se a apertar a mão do oponente fantasiado, o Conde Binface. O candidato de protesto, cuja identidade real é Jonathan Harvey, obteve o melhor resultado de sua carreira em Clacton.
A eleição, que foi convocada por Farage após sua renúncia ao cargo de deputado, visava desviar o foco de críticas sobre as finanças do partido. Partidos tradicionais, como Trabalhista e Conservador, boicotaram o pleito, chamando-o de palhaçada.
O líder do Reform UK também enfrenta investigações sobre doações recebidas. O comissário de ética do Parlamento, Daniel Greenberg, retomou a apuração sobre os cinco milhões de libras que Farage recebeu de um empresário tailandês. Farage alega que o valor era pessoal e destinado a custear segurança.
Pesquisadores apontam queda na popularidade do Reform UK. O professor John Curtice, da Universidade de Strathclyde, informou que o apoio ao partido caiu de pouco menos de 27% para cerca de 24% nas pesquisas nacionais, além de mencionar o desafio de Farage contra o trabalhista.


