Os Estados Unidos buscam medir o grau de lealdade dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) às políticas de Donald Trump. Essa avaliação precede a decisão sobre cortes nos recursos militares destinados à defesa da aliança.
Um documento obtido por veículos de comunicação mostra que os EUA questionam se os aliados foram publicamente favoráveis à política externa americana. O questionário também avalia as restrições impostas aos usos das bases militares americanas e se os governos direcionam recursos a empresas de defesa dos EUA.
Os aliados da OTAN reagiram com desconforto à iniciativa. Eles interpretaram a medida como uma tentativa de forçar um alinhamento ideológico em troca da proteção militar americana. Vincular compromissos de segurança histórica a fidelidade política representa uma ruptura na relação transatlântica pós-Segunda Guerra Mundial.
O questionário surge pouco antes da revisão de seis meses sobre a presença militar americana na Europa, prevista para terminar em dezembro. Essa revisão pode levar a cortes significativos no apoio dos EUA, incluindo tropas estacionadas no continente. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu a revisão como uma atitude prudente.
O documento toca em temas de atrito entre Washington e seus parceiros, como ações militares dos EUA no Oriente Médio sem consulta à aliança e a operação que prendeu o presidente da Venezuela. Além disso, é solicitada comprovação de que os países cumprem metas de investimento militar e compram de empresas americanas.


