O Tesouro Direto retomou negociações com forte alta nesta sexta-feira (14) em um cenário de aversão ao risco no mercado brasileiro. As taxas dos títulos públicos subiram após a saída de investidores estrangeiros, pressionando a curva de juros.
O Tesouro Prefixado 2029 saltou de 14,23% na quinta-feira para 14,48% nesta tarde, um aumento de 25 pontos-base. O Prefixado 2032 avançou de 14,62% para 14,86%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,65% para 14,87%. No segmento de títulos atrelados à inflação, houve alta generalizada, com o IPCA+ 2032 subindo de 8,11% para 8,19%.
No mercado cambial, o dólar atingiu nova máxima na sessão, avançando 0,90% para quase R$ 5,24. O preço do petróleo também gerou pressão, após os Estados Unidos afirmarem que o bloqueio naval a portos iranianos pode continuar indefinidamente, reacendendo preocupações sobre o Estreito de Ormuz.
Em dados domésticos, a PNAD Contínua do IBGE revelou que a taxa de desocupação caiu para 5,4% no segundo trimestre, o menor patamar desde 2012, em 13 das 27 unidades da federação. Letícia Moschioni, sócia da Finscale, explicou que a melhora reflete mais o número de pessoas ocupadas do que o avanço da renda individual, visto que o rendimento médio permaneceu estável.


