Os preços de aluguéis em 36 cidades brasileiras subiram 5,97% nos primeiros sete meses de 2026. Esse aumento é quase o dobro da alta acumulada de 3,44% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período, segundo o Índice FipeZap de Locação Residencial de julho.
Os dados do FipeZap, que acompanha anúncios de apartamentos disponíveis para locação, mostram que, em doze meses, os aluguéis cresceram 9,28%, enquanto a inflação oficial avançou 4,44%. Em julho, o avanço mensal foi de 0,70%, desacelerando frente aos 0,81% vistos em junho, mas ainda dez vezes superior à variação de 0,07% do IPCA.
A alta está espalhada pelo país; trinta e quatro das trinta e seis cidades monitoradas registraram aumento nos valores anunciados. Aracaju liderou a valorização anual com alta de 16,12%, e São Luís foi a única capital que apresentou queda acumulada no período, recuando 0,44%.
O tipo de imóvel também influencia a valorização. Apartamentos de dois dormitórios tiveram a maior alta no acumulado do ano, com 6,90%. Em contrapartida, unidades com quatro ou mais dormitórios registraram a menor pressão, com alta de 2,66% em 2026.
O preço médio dos novos aluguéis atingiu R$ 54,17 por metro quadrado em julho. São Paulo manteve a posição de capital mais cara, com R$ 65,18 por metro quadrado, enquanto Campo Grande apresentou o menor valor, com R$ 31,55 por metro quadrado.


