O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou cinco dias para que a gestão do governador Tarcísio de Freitas preste esclarecimentos sobre a atuação de policiais militares perto da residência do candidato Fernando Haddad, na noite de terça-feira, dia 11. A apuração investiga a suspeita de uso do aparato policial para intimidar o petista e seu motorista.
A investigação começou após uma representação da coligação Desperta São Paulo. Segundo o relato, uma viatura da Polícia Militar utilizou lanternas para identificar os ocupantes do veículo do candidato. Após o desembarque, o petista e o motorista foram acompanhados pela Avenida 23 de Maio. O episódio culminou em uma abordagem próxima ao Hotel Pullman São Paulo Ibirapuera, local onde o motorista teria pedido informações aos policiais.
Em despacho, o procurador regional eleitoral Paulo Taubemblatt afirmou que os fatos podem configurar abuso de poder político e de autoridade. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, deve informar se a pasta autorizou patrulhamento ostensivo no bairro Planalto Paulista naquela noite e explicar os motivos da operação. O MPE também requisitou à comandante-geral da Polícia Militar o plano estratégico e operacional do batalhão responsável pela região.
O Hotel Pullman foi intimado a fornecer imagens de câmeras de segurança das áreas públicas registradas após as 21h40 do dia 11. A coligação de Haddad alegou que o ocorrido pode ter relação com críticas feitas pelo candidato à política de segurança pública do governo paulista. A Polícia Militar iniciou uma investigação preliminar e, segundo a Secretaria de Segurança Pública, imagens de cerca de 40 câmeras privadas foram examinadas.


