Autoridades, empresas estatais e instituições médicas chinesas anunciaram iniciativas para acelerar o desenvolvimento de interfaces cérebro-computador. A medida, ocorrida em Hangzhou, província de Zhejiang, inclui a primeira apólice comercial para cobrir cirurgias de implantes cerebrais.
A iniciativa ganhou força com a atuação da Property and Casualty (PICC), seguradora estatal, em parceria com um hospital vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade de Zhejiang. A cobertura visa pacientes submetidos ao procedimento cirúrgico para implantação dos dispositivos. Este movimento reforça a estratégia chinesa de expandir o uso médico da tecnologia, disputando o mercado defendido por Elon Musk.
Além do setor de seguros, bancos de investimento e governos locais demonstraram maior interesse em financiar empresas do segmento. Em Zhejiang, autoridades planejam ampliar o apoio financeiro e estimular novas listagens no mercado de capitais, buscando levar a tecnologia, hoje em pesquisa, para aplicações comerciais.
O anúncio da PICC atraiu atenção do mercado financeiro chinês. Na última quarta-feira (14), empresas ligadas ao setor tiveram alta em Hong Kong. A medida não garante disponibilidade imediata aos pacientes, pois a tecnologia depende de avaliações de segurança e aprovação regulatória.
A tecnologia capta sinais cerebrais e os transforma em comandos para equipamentos. Em um hospital de referência regional, relatos indicam que um paciente de 61 anos com paraplegia recuperou a capacidade de mover uma perna três dias após a cirurgia, e caminhou sem auxílio quinze dias depois.

