O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou nesta sexta-feira, 14, que a atuação do Judiciário em investigações de grande repercussão deve ser pautada pela imparcialidade. Mendonça, relator em inquéritos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social, defendeu a condução técnica dos processos.
O magistrado classificou o caso do banqueiro como um dos episódios mais importantes em andamento. Segundo Mendonça, o juiz deve manter distância de interesses políticos e pressões externas, avaliando os elementos dos autos. Ele declarou que seu papel é ser imparcial para corresponder à expectativa da Constituição e da sociedade.
O ministro também citou a Operação Lava Jato ao defender a cautela judicial. Ele pontuou que a observância das garantias constitucionais é essencial para evitar questionamentos futuros sobre a condução das investigações. Mendonça alertou para o risco de politização, dizendo que casos de corrupção não podem ser tratados por alinhamentos partidários.
Sobre a percepção pública, Mendonça disse que o combate à corrupção é responsabilidade de todos, não apenas das instituições. Ele reforçou que magistrados e outras autoridades devem agir com responsabilidade para atender à confiança depositada pela população.
Em outra frente, o ministro apoiou a criação de um código de ética para os ministros do STF, proposta que busca definir parâmetros de conduta e aumentar a transparência na Corte.


