O Partido Missão enviou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando falhas em seu sistema interno permitiram a filiação indevida de um político à legenda. O partido solicitou uma investigação sobre o caso, que ocorreu após o político não conseguir registrar candidatura.
Na quinta-feira, o senador não conseguiu registrar sua candidatura à Presidência da República ao aparecer filiado ao Missão nos registros da Justiça Eleitoral. O TSE negou que seus sistemas fossem alvo de ataque hacker e afirmou que uma pessoa com credencial do Missão realizou a filiação.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação do político ao seu partido anterior e ordenou a exclusão do vínculo com o Missão. Ele também suspendeu o sistema de filiação partidária.
Em sua representação, o Missão declarou ter sido vítima de fraude, pois a filiação não teve autorização ou confirmação do partido. A legenda forneceu ao TSE o endereço de IP usado e anexou registros de e-mails enviados ao mandato do senador.
O Missão reconheceu a falha em seu sistema, mas negou conduta dolosa. O partido informou que automatizou seu sistema de filiação, o que pode ter facilitado a inserção fraudulenta de dados. O político confirmou ter recebido notificações, mas seu gabinete considerou os e-mails como spam.


