A Broadcom, segunda maior empresa de semicondutores de varejo por capitalização de mercado, projeta receita de IA superior a cem bilhões de dólares no ano fiscal de 2027. A empresa, que negocia a 417,82 dólares, enfrenta ceticismo após uma queda de 1,57% nos últimos três meses, enquanto pares como AMD e Marvell apresentaram alta.
O CEO Hock Tan afirmou publicamente que a empresa buscará mais de cem bilhões de dólares em receita de semicondutores de IA no ano fiscal de 2027. Este alvo redefine a cadeia de suprimentos de IA em torno da Broadcom. Um relatório recente do BNP Paribas Exane elevou a meta da ação para 675 dólares, mantendo a classificação de ‘Outperform’, o que implica um potencial de alta superior a sessenta por cento.
Apesar do recente movimento de baixa, os fundamentos da empresa mostram força. No segundo trimestre de 2026, a Broadcom registrou receita de 22,19 bilhões de dólares, um aumento de 47,9% em relação ao ano anterior. A receita de semicondutores de IA atingiu 10,8 bilhões de dólares, subindo 143% no mesmo período.
A desaceleração recente foi atribuída à avaliação do mercado, e não aos fundamentos. Após o relatório de resultados do segundo trimestre, investidores migraram para nomes de semicondutores de IA com menor valorização. Enquanto isso, a Broadcom apresentou 44 avaliações de compra e zero de venda, com metas de analistas se concentrando entre 525 e 585 dólares.
O otimismo dos analistas se baseia na dominância de chips ASIC de IA personalizados para programas como o TPU do Google e compromissos com a Meta. A empresa também guia a receita de IA para o terceiro trimestre em 16,0 bilhões de dólares, representando um crescimento superior a duzentos por cento em relação ao ano anterior.


