O senador Weverton Rocha, do PDT-MA, negou ter tentado interferir em investigações conduzidas pela Polícia Federal. Ele é alvo da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e também de apuração sobre tentativa de influência em um processo no Superior Tribunal de Justiça.
A Polícia Federal investiga se o congressista buscou influenciar um ministro do STJ, relator de um caso ligado ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, Daniel Brandão. Nesta sexta-feira, Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo das decisões que autorizaram as investigações policiais. Weverton declarou aos jornalistas que não tem envolvimento com o caso, afirmando que sua participação anterior na eleição para governador não o vincula ao episódio.
As informações da PF indicam que Weverton mantinha comunicação regular com o ministro relator. O conteúdo acessado no celular do senador mostrou diálogos sobre encontros pessoais e processos sob a relatoria do ministro do STJ. O senador justificou que os diálogos com membros dos Três Poderes ocorrem de maneira institucional dentro do gabinete.
A apuração sobre o STJ se origina de um caso de homicídio ocorrido em São Luís, Maranhão, em 2022, envolvendo o empresário João Bosco. Gilbson Cutrim, condenado pelo crime, alegou indícios de interferência do senador na progressão de seu regime. A PF considerou os diálogos como prova de possível influência.
Além disso, Weverton é investigado pelas fraudes no INSS, e a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do congressista em quatro de agosto. O parlamentar classificou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito como “extremamente política”, mas afirmou estar à disposição para esclarecimentos.


