O Bradesco divulgou resultados do segundo trimestre de 2026, mostrando evolução gradual de seus indicadores. Apesar dos avanços em rentabilidade e eficiência, analistas da XP e do JPMorgan mantiveram recomendação neutra para a instituição.
A XP apontou que a recuperação do banco ocorre passo a passo, sustentada pela expansão de carteiras com garantias e melhoria na execução comercial. Contudo, o cenário macroeconômico desafiador e a piora de certos indicadores de risco limitam uma visão mais positiva no curto prazo.
O JPMorgan observou que os lucros projetados para 2026 permanecem inalterados, mas com composição diferente: margens financeiras mais fortes compensam maiores provisões e receitas de serviços mais fracas. A principal cautela, segundo a XP, reside na qualidade dos ativos, com aumento de saldos em estágio dois ligados a pequenas e médias empresas e agronegócio.
Em relação ao reforço de capital, o JPMorgan avalia que a proposta de aumento de capital de aproximadamente 10 bilhões de reais terá impacto neutro no longo prazo. A XP considera que este tema recolocou a tese de investimento no centro, limitando o impulso das ações a curto prazo.
Ambas as casas indicam que o valuation do banco está atrativo. A XP elevou seu preço-alvo para 21 reais, enquanto o JPMorgan manteve a recomendação neutra com meta de 22 reais para dezembro de 2027, apesar de considerar a ação barata.


