Uma moradora na Zona Sul do Rio de Janeiro teve que negociar a redução do valor do aluguel para compensar o aumento das taxas condominiais. O custo mensal, que era de R$ 1.600, passou a ser de R$ 2 mil no edifício residencial.
O aumento nas despesas condominiais é um problema que afeta diversos bairros cariocas. Segundo levantamento do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), o Centro registrou a maior alta, com taxas que superaram a inflação em 11,8%, contra 4,64% do IPCA nos últimos doze meses até junho deste ano.
Em outro bairro, o Jardim Botânico, na Zona Sul, também apresentou alta significativa. A moradora, que reside em um prédio com vinte e duas unidades, afirmou que precisou negociar com a proprietária para diminuir o aluguel diante do novo custo condominial.
Especialistas apontam que gastos com água e segurança são os principais fatores de elevação das contas. A conta de água, por exemplo, representa de sete a oito por cento do valor do condomínio, mas em certas regiões do Centro, esse impacto atinge até quarenta por cento. A inadimplência também contribui para o reflexo no rateio das contas, segundo Marcelo Borges, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi).
O presidente da Abadi explica que, quando o valor do condomínio fica muito alto, é necessário baixar o aluguel para manter o imóvel alugado ou viável para os moradores. O estudo buscou entender até quando esse custo condominial impacta negativamente o valor da locação.


