Os relatórios do Bank of America e do Morgan Stanley indicam que a inteligência artificial não causou uma onda de perda de empregos nos Estados Unidos. Contudo, os bancos apontam evidências de pressão crescente sobre trabalhadores mais jovens e ocupações específicas.
O Bank of America afirma que a IA substitui tarefas, e não ocupações inteiras, mantendo o padrão de outras transformações tecnológicas. Segundo o levantamento, a adoção da tecnologia não gerou perdas líquidas relevantes de empregos na economia americana, e a correlação entre uso de IA e crescimento de emprego em doiscentos e seis setores foi limitada.
O Morgan Stanley, embora descarte impacto macroeconômico grande, observa que a desorganização gerada pela IA é “modesta, mas cada vez mais visível”. A instituição estima que o fenômeno adiciona até 0,15 ponto percentual à taxa de desemprego dos EUA, acima dos 0,10 ponto visto no final de 2025. O desemprego de grupos expostos à IA está cerca de 0,5 ponto percentual acima do esperado.
A principal preocupação dos bancos recai sobre os profissionais mais jovens. O Bank of America aponta que as taxas de desemprego entre recém-formados e profissionais de 22 a 27 anos permanecem altas. O Morgan Stanley concorda, vendo esses jovens como a “linha de frente” dos ajustes trazidos pela tecnologia.
Apesar dos efeitos negativos em certas áreas, a corrida por infraestrutura tecnológica também gera postos. O Bank of America destaca que a construção civil e a manufatura criaram cerca de noventa e cinco mil vagas em construção não residencial e trinta e dois mil em setores industriais ligados à IA neste ano, somando um quarto dos novos empregos privados gerados em 2026.


